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Sobre Música

 


Aqui está um Mini Curso de Música!

 


Índice

 

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Prefácio

 


A música pode ser considerada como a arte de exteriorizar, por meio de sons, aquilo que a nossa alma quer dizer ao mundo.

 

Desse modo, para podermos conversar temos que ter o conhecimento das regras que farão com que a nossa comunicação musical seja cada vez mais fluente.

 

Existe o Dom, todavia isso não é um pré-requisito para se poder vivenciar profundamente a música.

 

Para a grande maioria das pessoas, o essencial é ser disciplinado, paciente e perseverante, pois é preciso praticar muito durante cada etapa do aprendizado.

 

Dizer que é fácil e que você pode ser um grande músico da noite para o dia seria mentir, pois o processo requer tempo e dedicação.

 

Isto também não significa que seja impossível, conhecem-se pessoas que não tinham o dom e mesmo assim começaram a tocar alguma coisa com três meses de estudo.

 

O tempo investido no estudo antes de se conseguir tocar algo será tanto menor quanto maior for o interesse em aprender e a disciplina do estudante, mas a proporção exata varia de pessoa para pessoa.

 

Pergunta-se: Todos nós somos bons vendedores, ou bons negociantes?

 

Não?

 

Contudo se nos dedicarmos, aprenderemos técnicas de vendas e de negócios e poderemos, com esmero, ser muito bons.

 

Estudar música, para quem está apenas começando, também é uma lição de vida, pois ao nos confrontarmos com a maneira que reagimos frente ao desafio, mostra-nos quem realmente somos e do que somos feitos.

 

Aconselha-se a que antes de tocar músicas propriamente dito, comece-se com treinamentos como digitação, comece conhecendo o seu instrumento; por exemplo: se é um instrumento de corda como uma viola, procure saber o nome das cordas.

 

Posteriormente, escolha uma das cordas e aperte qualquer uma de suas casas.

 

Tentar descobrir qual a nota que você estará tocando em cada momento será um exercício interessante, e bastante instrutivo.

 

Não tenha pressa!

 

Faça qualquer exercício até que ele esteja completamente aprendido, procurando sempre ser auto-crítico, e avaliar o próprio progresso a cada repetição.

 

Se mesmo repetindo algumas vezes você não perceber qualquer melhoria, deve ter algo que não está percebendo e que precisa ser corrigido.

 

Procure descobrir o que é, e melhore enquanto não estiver satisfeito!

 

Não seja desleixado!

 

Treine pelo menos 20 minutos por dia, sabendo que o ideal é 1 hora.

 

Você pode pensar que não, mas aprender como se lê uma partitura é tão importante quanto saber tocar de ouvido, por isso reserve um tempo dentro dessa 1 hora para se familiarizar com a escrita musical.

 

Procure livros de teoria musical, compare-os para identificar o mais adequado aos seus objetivos e, sempre que precisar, consulte-os para aprender mais ou tirar as suas dúvidas.

 

Há textos explicando o significado de cada notação que possa aparecer em uma partitura, livros para o estudo da divisão rítmica (que é importante para todos os instrumentos), do solfejo e também da harmonia.

 

Você poderá obter um suporte interessante consultando alguma das referências bibliográficas.

 

É importante ressaltar que, mesmo quem já toca alguma coisa de ouvido e quer-se aprofundar no estudo musical, vai ter que estudar a teoria musical mais cedo ou mais tarde.

 

Com esse estudo, você poderá entender mais sobre técnicas de harmonização e ficar com a mente aberta para harmonias que você não imaginava serem possíveis.

 

Com a maturidade adquirida a partir destes estudos, é provável que a criação de arranjos para voz, ou para outros instrumentos se torne uma tarefa cada vez mais fácil.

 

Em suma, se você alguma vez pensou, ou chegou a dizer (eu não preciso disso, eu sou bom sem essa coisa de partitura!), talvez seja a hora de deixar qualquer medo de lado e aventurar-se na descoberta de um belíssimo ramo da música, pois os benefícios virão e todo o esforço será recompensado.

 

O importante é acreditar que você pode aprender e ter consciência de que mesmo quem muito sabe, nunca saberá tudo.

 

A busca pelo aprendizado, em qualquer ramo do conhecimento humano, deve ser constante, pois sempre há muitas coisas novas a aprender.

 

Intervalo de Oitava

 


 

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Definições

 


A música é a arte dos sons.

 

Mais especificamente, uma obra musical é um conjunto de sons ordenados, sejam simultaneamente ou em sequência, de acordo com critérios artísticos e distribuídos ao longo de um espaço de tempo.

 

Por ser constituída de ondas sonoras, a música é uma arte que está sujeita às características físicas dos sons e à forma como estes sons são captados e entendidos pelo homem.

 

Estas características são:

 

• Duração: dada pelo tempo de duração da onda sonora.

 

• Intensidade (volume): dada pela amplitude da onda sonora, ou seja, é o que determina se um som será (mais fraco) ou (mais forte).

 

• Altura: dada pela frequência de oscilação da onda sonora.

 

Resulta nas chamadas notas musicais.

 

Em uma partitura, identifica-se a altura através da posição vertical da nota no pentagrama.

 

Quanto maior é a frequência, mais aguda é a nota, e quanto menor, mais grave é.

 

Tipos de Notas Musicais

 

• Timbre: dado pela desenho da onda e pela combinação de diferentes frequências inter-relacionadas (harmónicos) produzidas por uma mesma fonte sonora.

 

Através do timbre é que podemos reconhecer a origem do som, ou seja, é a propriedade do som responsável pela diferença entre o soar de um piano, uma viola, a voz humana, etc...

 

Além de se diferenciar os tipos de sons a serem emitidos, também é de fundamental importância para a obra musical o momento exato de emissão de cada som, e o tempo de duração do mesmo.

 

Dessa forma, ao se selecionar criteriosamente as propriedades e o tempo dos sons a serem emitidos, a música diferencia-se de ruídos ditos (não musicais), produzindo respostas emocionais especiais nos ouvintes.

 

• Melodia: A música de forma horizontal.

 

Um exemplo seria o solo ou o canto.

 

• Harmonia: A música vertical.

 

O plano de fundo, a base que sustenta a melodia, onde geralmente, utilizam-se acordes.

 

Frequências Musicais

 


 

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Notas Musicais

 


Ao todo existem 7 (sete) notas naturais e 5 (cinco) acidentes musicais, totalizando 12 notas musicais.

 

A unidade de medida usada para se medir a (distância) entre uma nota e outra é o tom, que dividido na metade resulta no semitom, a menor (distância) possível entre uma nota e outra na música ocidental.

 

Na música oriental emprega-se o quarto-de-tom.

 

Quando se aumenta uma nota em um semitom, dizemos que a tal nota é um sustenido, representado pelo símbolo ( # ).

 

Quando se diminui determinada nota em um semitom, obtém-se um bemol, representado pelo símbolo ( b ).

 

As notas possuem uma sequência natural, que é:

 

• Dó - Dó# / Réb - Ré - Ré# / Mib - Mi - Fá - Fá# / Solb - Sol - Sol# / Lab - Lá - Lá# / Sib - Si - Dó

 

Sustenidos e Bemois

 


 

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Pautas Musicais

 


O sistema de notação é surpreendentemente simples em sua essência.

 

A notação é feita numa grade de cinco linhas, chamada pauta ou pentagrama.

 

As notas são escritas sobre as linhas ou nos espaços.

 

Conforme a extensão dos sons que a peça musical abrange, é preciso às vezes colocar linhas suplementares.

 

A altura da nota é determinada por sua localização nessas linhas e nos espaços entre elas.

 

Quanto mais alta a nota, mais elevada será a posição do seu símbolo na pauta.

 

Pelo tipo de símbolo e pela sua localização horizontal na pauta você sabe quando a nota deverá ser tocada.

 

A clave, colocada no início da pauta, indica o seu tipo (clave de SOL, de DÓ ou de FÁ) e a linha, onde é colocada na pauta, a qual nota corresponde cada linha e espaço.

 

Os acidentes indicam a tonalidade na qual você está tocando.

 

As informações sobre o ritmo são dadas pela fórmula de compasso e pelas barras de divisão, que seccionam a pauta em porções de tempo equivalentes.

 

Além disso, também são colocadas na pauta expressões que auxiliam no andamento musical, tais como: andante, allegreto, etc...

 

Pautas Musicais

 

Exemplo de uma Partitura

 

Partitura do Hino 001 - Chuvas de Graça

 


 

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Figuras Rítmicas

 


As figuras rítmicas são, com as suas respectivas durações:

 

• Máxima e Longa - 32 e 16 tempos (figuras extintas desde os tempos medievais, devido aos seus enormes períodos de tempo)

 

• Breve - 8 tempos (figura já extinta, devido ao seu longo período de tempo)

 

• Semibreve - 4 tempos

 

• Mínima - 2 tempos

 

• Semimínima - 1 tempo

 

• Colcheia - 1/2 tempo

 

• Semicolcheia - 1/4 tempo

 

• Fusa - 1/8 tempo

 

• Semifusa - 1/16 tempo

 

• Quartifusa - 1/32 tempo (é mais usual nas músicas com ritmos muito rápidos)

 

O valor exato de cada tempo é definido pela velocidade em que a música é tocada.

 

Figuras Rítmicas das Notas Musicais e dos Silêncios entre Elas

 


 

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Escalas

 


Existem vários tipos de escalas, sendo que a de dó maior é a escala natural mais conhecida.

 

Ela é formada da seguinte maneira: dó + 1 tom ré + 1 tom mi + 1/2 tom fá + 1 tom sol + 1 tom lá + 1 tom si + 1/2 dó e assim sucessivamente essa é a escala de dó maior natural.

 

Para formar outras escalas, utiliza-se a mesma técnica.

 

Por exemplo, a construção da escala de ré maior é feita assim: ré + 1 tom mi + 1 tom fá# + 1/2 tom sol + 1 tom lá + 1 tom si + 1 tom dó# + 1/2 ré e assim sucessivamente.

 

Para escrever em uma partitura uma música que esteja em uma tonalidade maior, colocam-se alguns acidentes no início de cada pauta, indicando quais são as notas daquela tonalidade que recebem acidente.

 

Tons Musicais

 


 

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Conceitos sobre Harmonia

 


A Harmonia, é uma das principais propriedades da Música, ou seja, a execução simultânea de notas.

 

Em música, a Harmonia é o campo que estuda as relações de encadeamento dos sons simultâneos (acordes).

 

Tradicionalmente, obedece a uma série de normas que se originam nos processos composicionais efetivamente praticados pelos compositores da tradição europeia, entre o período do fim da Renascença ao fim do século XIX.

 

No período histórico compreendido entre fins da Renascença e fins do século XIX, organizou-se e desenvolveu-se o sistema tonal.

 

A Harmonia é, nesse contexto, a área da Teoria Musical que descreve e normaliza as relações de construção e encadeamento dos acordes dentro do sistema tonal.

 

Essa visão foi claramente exposta em 1884 pelo musicólogo alemão Hugo Riemann1 ao comentar que {... a teoria da harmonia tem por objeto o estudo e a aplicação das leis que regem o encadeamento logicamente racional e tecnicamente correto dos acordes (ressonâncias simultâneas de vários sons de alturas diferentes)}.

 

Assim, a Harmonia articula-se com a organização interna do sistema tonal, que estrutura uma série específica de acordes que formam o denominado campo harmónico, e os hierarquiza num conjunto de relações e funções.

 

Temos por um lado, então, a noção estrutural dos acordes que se baseiam na sobreposição das notas da tonalidade utilizando o intervalo de terça como gerador e, por outro lado, a noção funcional de que cada acorde desempenha uma função específica dentro do sistema tonal.

 

O que mais representa a Harmonia é o Acorde.

 

Componentes da Harmonia Musical

 


 

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Acordes

 


Os Acordes são essenciais à Música.

 

Os povos árabes não tinham um sistema de notação musical, o que mostra que eles usavam os acordes, para tocarem as suas musicas.

 

Os acordes têm uma longa história porém, apenas são mostrados aqui, os acordes básicos.

 

Existe uma Nomenclatura dos acordes:

 

C = Dó, D = Ré, E = Mi, F = Fá, G = Sol, A = Lá, B = Si

 

Acordes Maiores Dó Maior: Dó + 4 semitons Mi + 3 semitons Sol, CM Forma o Dó Maior: Dó-Mi-Sol, (lembre-se ao mesmo tempo pois é Harmonia).

 

Acordes Menores Ré Maior: Ré + 3 semitons fá + 4 semitons Lá, Dm.

 

Acordes Diminutos Si Diminuto: Si + 3 semitons Ré + 3 semitons Fá, Bdim.

 

Acordes Aumentados Do aum ou aug: Dó + 4 semitons Mi + 4 semitons Sol#, CAum.

 

Acordes Sobre a Sétima Sol sobre a Sétima: Sol + 4 semitons Si + 3 Semitons Ré + 3 semitons fá, G7.

 

Acordes Sobre a Sétima Maior Sol sobre a Sétima: Sol + 4 semitons Si + 3 Semitons Ré + 4 semitons fá#, G7M.

 

Existem outros tipos de acorde, como por exemplo os sus4, sus2, sus6, 7sus2, 7sus4, m6, m7, m7M, m5, etc...

 

Exemplo de Acordes Musicais na Viola

 


 

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As Tríades

 


Chega uma hora na vida de um iniciante guitarrista em que ele se pergunta: (OK, eu sei como se faz um Ré, mas porque é que é desse modo?).

 

Aí entra a formação de acordes.

 

Apesar de parecer complicadíssima no começo, essa matéria da teoria musical é relativamente fácil, depois de estudarmos um pouco.

 

Vamos começar pelo princípio.

 

Você sabe que cada casa pressionada no braço da guitarra emite uma determinada nota.

 

A primeira corda solta é um E, pressionada na casa 1 é um F, pressionada na casa 2 é um F#, etc...

 

Logo, para fazer um acorde, devemos pressionar as casas correspondentes às notas que aquele acorde utiliza, certo?

 

Todos os acordes (Cm, F#, D7, etc...), são formados por uma tríade de notas (ou tétrade), sendo a principal delas (a tríade) formada por uma tónica (T), responsável por dar o nome ao acorde (a tónica é necessariamente a nota mais grave do acorde), uma terça (III), que indica se o acorde é maior ou menor e uma quinta (V), que indica se o acorde é dissonante ou consonante.

 

Lembrando que:

 

Dissonante: dá ao ouvido uma sensação de (movimento)

Consonante: dá ao ouvido uma sensação de (repouso)

 

Bem, já aprendemos que uma tríade é um conjunto de 3 determinadas notas.

 

Vamos ver um exemplo de Dó:

 

Para ver onde está a Tríade de Dó!

 

Ou seja, a tríade de Dó é:

 

I + III + V ou C + E + G

 

Partindo da mesma fórmula, podemos obter a seguinte tabela de tríades, na ordem I, III, V:

 

C: DÓ, MI, SOL

D: RÉ, FÁ, LÁ

E: MI, SOL, SI

F: FÁ, LÁ, DÓ

G: SOL, SI, RÉ

A: LÁ, DÓ, MI

B: SI, RÉ, FÁ

 

Uma Tríade no Piano

 


 

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Tipologia das Tríades

 


A tipologia da tríade é basicamente a sua configuração estrutural considerando os intervalos entre os graus (notas).

 

Podemos considerar a existência de quatro formas básicas de tipologia de tríades:

 

Maior

Menor

Aumentada

Diminuta

 

A. Acorde Maior

 

Este nome é dado pela tipologia da tríade, que funciona da seguinte forma:

 

Entre o I grau e o III grau temos um intervalo de 3ª maior (ou seja, 2 tons).

 

Entre o III grau e o V grau temos um intervalo de 3ª menor (ou seja, 1 tom e 1 semitom).

 

Lembrando a Fórmula do acorde maior:

 

I grau >> 2 tons >> III grau >> 1 tom e meio >> V grau

 

Vamos então formar alguns acordes maiores:

 

C

I grau: Dó

III grau: Mi

V grau: Sol

 

Depois de formada a tríade, vamos analisá-la para ver se a fórmula foi respeitada:

 

Dó__Dó#__Ré__Ré#__Mi

--ST---ST--ST---ST---------- 2 tons, +

 

Mi__Fá__Fá#__Sol

--ST--ST---ST------------ 1 tom e meio

 

B. Acorde Menor

 

No acorde menor, o esquema triádico é o mesmo.

 

Basicamente, apenas mudamos o intervalo entre os graus.

 

Entre o I e o III graus devemos ter um intervalo de 3ª menor (1 tom e meio) e entre o III e o V graus devemos ter um intervalo de 3ª maior (2 tons).

 

Ou seja:

 

Fórmula do acorde menor:

 

I grau >> 1 tom e meio >> III grau >> 2 tons >> V grau

 

Vamos montar alguns acordes menores:

 

Cm

I grau = Dó

III grau = Mib

V grau = Sol

 

Vamos agora comparar com a fórmula:

 

Dó__Dó#__Ré__Mib

--ST---ST--ST------------- 1 tom e meio, +

 

Mib__Mi__Fá__Fá#__Sol

---ST--ST--ST---ST------------- 2 tons

 

C. Acorde Diminuto

 

O esquema triádico diminuto baseia-se em dois intervalos de 3ª menor dispostos em sequência.

 

Fórmula do acorde diminuto:

 

I grau >> 1 tom e meio >> III grau >> 1 tom e meio >> V grau

 

Formemos alguns acordes:

 

Cº ou Cdim

I grau = Dó

III grau = Mib

V grau = Solb

 

Entre as notas Dó e Mi, o intervalo é de 3ª maior.

 

Como precisamos de um intervalo de 3ª menor, baixamos o III grau para Mib.

 

Dó__Dó#__Ré__Mib

--ST---ST--ST-------------1 tom e meio e,

 

Entre as notas Mib e Sol, temos um intervalo também de 3ª maior.

 

Por isso, baixamos o V grau para Solb.

 

Mib__Mi__Fá__Solb

---ST--ST--ST---------------1 tom e meio

 

D. Acorde Aumentado

 

O esquema triádico do acorde aumentado é composto por dois intervalos de 3ª maior em sequência.

 

Fórmula do acorde aumentado:

 

I grau >> 2 tons >> III grau >> 2 tons >> V grau

 

Formando acordes:

 

Caum

I grau = Dó

III grau = Mi

V grau = Sol#

 

Dó__Dó#__Ré__Ré#__Mi

--ST---ST--ST---ST------------ 2 tons

 

Entre Mi e Sol há um intervalo de 3ª menor.

 

Para combinar com a fórmula, aumentamos o V grau em um semitom, tornando-o Sol#

 

Mi__Fá__Fá#__Sol__Sol#

--ST--ST---ST---ST------------- 2 tons

 

Algumas Tríades Musicais

 


 

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Acidentes

 


Agora chegamos num ponto onde outra parte da teoria musical se faz presente: os acidentes.

 

Vejamos um exemplo, lembrando também da regra básica para a formação de escalas:

 

T__T__ST__T__T__T__ST

 

D

D__E__F__G__A__B__C__D

 

De D a E temos um tom (T).........., ok,

 

De E a F temos um semitom.........., mas deveríamos ter um tom de acordo com a fórmula: T__T__ST__T__T__T__ST

 

Sendo assim, o que podemos fazer é criar um acidente na nota Fá, aumentando o seu valor em um semitom e tornando-a F#.

 

Desse modo, teremos cumprido o que diz a fórmula da formação de escalas.

 

Continuando...

 

De E a F# temos um tom.........., ok,

 

De F# a G temos um semitom.........., ok,

 

De G a A temos um tom.........., ok,

 

De A a B temos um tom.........., ok,

 

De B a C temos um semitom.........., mas deveríamos ter um tom de acordo com a fórmula.

 

Sustenizamos o C

 

De B a C# temos um tom.........., ok,

 

Continuando...

 

De C# a D temos um semitom..........., ok,

 

De modo que a escala completa fica assim:

 

D

D__E__F#__G__A__B__C#__D

 

Como a ordem de formação de escalas a partir da escala de DóM não foi considerada, tivemos de sustenizar o F e o C.

 

A ordem correta para a construção de todas as escalas seria usar a escala correspondente à primeira nota do segundo tetracorde, ou seja, no caso de DóM, o Sol.

 

Teclas do Piano com o Nome das Notas Musicais

 


 

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Intervalos

 


Agora, vamos aprofundar o assunto dos intervalos, partindo do campo harmónico de C:

 

C, D, E, F, G, A, B, C

Ou,

I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII

 

Lembrando:

 

( M ) = maior

( m ) = menor

( A ) = aumentado

( º ) = diminuto (dim)

( J ) = justo

( bb ) = dobrado bemol

 

Os II, III, VI e VII graus podem ser maiores, menores, aumentados ou diminutos.

 

Os IV, V e VIII graus podem ser justos, aumentados ou diminutos.

 

2M = Está a 1 tom da tónica (D)

2m = Está a meio tom da tónica (Db)

2A = Está a 1 tom e meio da tónica (D#)

 

3M = Está a 2 tons da tónica (E)

3m = Está a 1 tom e meio da tónica (Eb)

3A = Está a 2 tons e meio da tónica (E#)

3º = Está a 1 tom da tónica (Ebb)

 

4J = Está a 2 tons e meio da tónica (F)

4A = Está a 3 tons da tónica (F#)

4º = Está a 2 tons da tónica (Fb)

 

5J = Está a 3 tons e meio da tónica (G)

5A = Está a 4 tons da tónica (G#)

5º = Está a 3 tons da tónica (Gb)

 

6M = Está a 4 tons e meio da tónica (A)

6m = Está a 4 tons e meio da tónica (Ab)

6A = Está a 5 tons da tónica (A#)

6º = Está a 3 tons e meio da tónica (Abb)

 

7M = Está a 5 tons e meio da tónica (B)

7m = Está a 5 tons da tónica (Bb)

7A = Está a 6 tons da tónica (B#)

7º = Está a 4 tons e meio da tónica (Bbb)

 

8J = Está a 6 tons da tónica (C)

8A = Está a 6 tons e meio da tónica (C#)

8º = Está a 5 tons e meio da tónica (Cb)

 

Mais uma regra:

 

Quando for calcular um intervalo, você pode pensar: (Porque é que um intervalo de 7M não pode ser um Cb ao invés de um B?)

 

Afinal, não é a mesma coisa?

 

Não!

 

Porque o resultado de um intervalo de sétima só pode ter como base o sétimo grau.

 

O mesmo se aplica a todos os outros graus.

 

Quadro de Intervalos de Dó Maior

 


 

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As Sétimas

 


Como vimos, as tríades têm três notas, a tónica, a terça e a quinta.

 

Os acordes não se resumem a três notas eles podem crescer e (evoluir).

 

Podemos adicionar qualquer nota a um acorde, mas para já vamos só ver as sétimas, que é o intervalo de terça a seguir à quinta do acorde.

 

Vamos começar por entender a palavra sétima:

 

Como vimos nas tríades temos a tónica, a terça e a quinta, terça significa o terceiro grau da escala e quinta o quinto grau da escala, pois bem como deve ter adivinhado sétima significa o sétimo grau da escala.

 

Estes acordes são formados por uma sequência de terças (intervalo), por exemplo, a terça é o terceiro intervalo da tónica, a quinta é o terceiro intervalo da terça e a sétima o terceiro intervalo da quinta.

 

É importante entender isto para quando virmos os acordes mais avançados.

 

Sendo assim já sabe que basta adicionar uma terça à quinta de uma tríade para ter um acorde com sétima.

 

Assim como as tríades, existem vários tipos de acordes com sétima (7ª maior, menor, etc...).

 

Vamos voltar a montar a escala maior com os respetivos graus e vamos ver as fórmulas para montar os acordes com sétima.

 

Vamos ver o exemplo da escala de Dó maior:

 

Escala de Dó Maior

 

Os tipos mais comuns de acordes com sétimas são:

 

Acorde de sétima maior: Tríade maior com uma sétima maior.

 

Acorde de sétima menor: Tríade menor com sétima menor.

 

Acorde de sétima dominante: Tríade maior com sétima menor.

 

Acorde meio diminuto de sétima: Tríade diminuta com sétima menor.

 

Acorde de sétima diminuto: Tríade diminuta com sétima diminuta.

 

Agora veremos as fórmulas para cada um destes acordes de sétima:

 

Acorde de sétima maior: 1, 3, 5, 7 - tónica, terça maior, quinta justa, sétima maior;

 

Acorde de sétima menor: 1, b3, 5, b7 - tónica, terça menor, quinta justa, sétima menor;

 

Acorde de sétima dominante: 1, 3, 5, b7 - tónica, terça maior, quinta justa, sétima menor;

 

Acorde meio diminuto de sétima: 1, b3, b5, b7 - tónica, terça menor, quinta diminuta, sétima menor;

 

Acorde de sétima diminuto: 1, b3, b5, bb7 - tónica, terça menor, quinta diminuta, sétima diminuta;

 

Agora vamos aos exemplos:

 

Vamos ver por exemplo, o acorde de sétima menor de Dó.

 

Como já vimos em tríades, começamos por montar a escala maior da tónica do acorde que neste caso é Dó.

 

Então montamos a escala de Dó maior (já está na tabela de cima).

 

Agora vemos a fórmula do acorde de sétima menor que é:

 

1, b3, 5, b7;

 

Escala de Dó Maior 2

 

Em formato de cifra as sétimas são apresentadas da seguinte forma:

 

Dó com sétima maior = Cmaj7

 

Dó com sétima menor = Cmin7

 

Dó com sétima dominante = C7

 

Dó com sétima meio diminuta = Cm7dim

 

Dó com sétima diminuta = Cdim7

 

Na escala de Dó maior o terceiro grau é o Mi e o sétimo grau é o Si.

 

Como já vimos estes são graus maiores na escala maior;

 

Então diminuímos um semitom a cada um destes como nos diz a fórmula e obtemos as notas Mi bemol e Sol bemol.

 

Assim sendo já sabemos que o acorde de sétima menor de Dó tem as seguintes notas:

 

Escala de Dó com Sétima

 

Então temos Dó, Mi bemol, Sol, Si bemol.

 

Para montar qualquer tipo de acorde com sétima, basta seguir este mesmo procedimento e assim terá o seu acorde de sétima.

 


 

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Exemplos de Acordes com Sétima

 


 

Exemplo de Acordes com Sétima

 


 

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Notas de Rodapé

 


As informações desta página, são o mais resumidas possível, para não (castigar muito) a quem quer iniciar-se neste vasto campo da música!

 

Não substituem as informações dadas por um professor de música, ou livros sobre a matéria!

 

Apenas (arranhámos a superfície), mas a Página ficaria gigantesca se aprofundássemos ainda mais esta matéria!

 

Aprofundei um pouco mais sobre as Cifras e, está em outra Página, que pode também estudar!

 

E, se lhe despertei o interesse em aprender música e se tiver possibilidades para isso, procure um bom professor para lhe proporcionar uma aprendizagem bastante mais aprofundada!

 

Que Deus o ajude e abençoe, nesta tarefa de aprendizagem e consequente utilização do aprendizado, tocando música...!

 

A Deus, seja dada toda a honra e glória, Amém!

 

Algumas Cifras na Viola

 


 

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Fontes: (Facebook/Story), (Wikibooks/Iniciação à Música), (Escrita Musical), (Wikibooks/Figuras Rítmicas), (Wikibooks/Escalas), (Yahoo/Answers), (Wikibooks/Harmonia), (Cifra Club/Fórum), (Aprendendo a Tocar Violão/Aula), (Academia Musical/Acordes de Sétima)

 


 

 

Versículo Bíblico Diário:

 

 


 

 


 

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Secção da Ajuda

 

 


 

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Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. (1 João 4:8)

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